Termômetro do Varejo: Crédito empresarial cresce 11,3% em Mato Grosso do Sul e supera média nacional

FCDL-MS divulga os indicadores da edição de julho de 2026 e comemorativa de três anos do Termômetro do Varejo; a “Fala do Especialista” é com os sócios-proprietários do Coco Bambu Campo Grande: Claudio Monteiro Filho e Luiz Felipe Cysne.

O saldo de crédito destinado às empresas cresceu 11,3% em Mato Grosso do Sul na comparação entre maio de 2026 e o mesmo mês do ano passado. O resultado ficou acima da média brasileira, de 6,8%, e levou o volume de empréstimos e financiamentos empresariais em aberto no estado a R$ 40,8 bilhões.

O dado é um dos principais destaques da edição comemorativa de três anos do Termômetro do Varejo, divulgado pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul, a FCDL-MS. O levantamento traz dados de julho reúne informações do Banco Central, IBGE, Caged e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Apesar do crescimento do crédito, a inadimplência bancária permanece como ponto de atenção. Entre as empresas sul-mato-grossenses, 4,5% do saldo das operações estava com atraso superior a 90 dias, acima da média nacional de 3,2%. Entre as pessoas físicas, a taxa chegou a 7,2%, enquanto o índice brasileiro foi de 5,6%.

Para a presidente da FCDL-MS, Inês Santiago, os indicadores mostram sinais diferentes entre os setores. O comércio ampliado e a indústria apresentam crescimento, enquanto a prestação de serviços permanece praticamente parada.

“Para o segundo semestre, há pontos de atenção que merecem ser acompanhados de perto, como o impacto do debate eleitoral sobre a economia, as novas tarifas impostas às exportações brasileiras e o fenômeno climático El Niño”, afirma.

Fala do Especialista: Setor de alimentação aposta em mercado mais aquecido

Para os empresários Claudio Monteiro Filho e Luiz Felipe Cysne, sócios-proprietários do Coco Bambu Campo Grande, o setor de alimentação ainda enfrenta um ambiente de negócios desafiador, marcado pela alta dos custos, inflação dos insumos, mudanças no comportamento do consumidor e forte concorrência.

“O cenário exige cada vez mais eficiência na gestão e capacidade de adaptação. Os restaurantes precisam investir continuamente em qualidade, atendimento e inovação. Nesse contexto, um varejo forte em Campo Grande é fundamental, porque movimenta a economia local, gera empregos, fortalece a cadeia de fornecedores e atrai consumidores, criando condições favoráveis para o crescimento do comércio e dos serviços”, afirmam.

Para os próximos meses, os empresários esperam uma movimentação maior no mercado, impulsionada por datas comemorativas, eventos e pela recuperação gradual da confiança do consumidor. A avaliação é de que as empresas com maior controle dos custos, boa experiência de atendimento e uso de soluções digitais estarão mais preparadas para aproveitar esse cenário.

“Acreditamos que Campo Grande continuará apresentando potencial para a expansão do varejo e da gastronomia. Para isso, o setor precisa permanecer unido na busca por inovação, qualificação e fortalecimento da economia local”, completam Claudio Monteiro Filho e Luiz Felipe Cysne.

Confira abaixo o Termômetro Completo e todos os indicadores

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