“O resultado deixa claro que serviços não são apenas um componente da economia, são a base que dá sustentação ao desenvolvimento sul-mato-grossense. O novo PIB apenas reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à modernização empresarial, inovação, acesso a crédito e ambiente de negócios mais competitivo”, afirma a presidente da FCDL-MS, Inês Santiago
O detalhamento do PIB de Mato Grosso do Sul divulgado hoje pelo IBGE confirma: o setor de serviços continua sendo o núcleo econômico do Estado, responsável por R$ 83,5 bilhões do Valor Adicionado Bruto (VAB) de 2023, mais da metade de toda a riqueza gerada no período. Mesmo com a forte expansão da agropecuária, que ajudou a impulsionar o crescimento de 13,4% do PIB estadual, os serviços mantiveram a liderança e ampliaram sua relevância estrutural.
Segundo o Sistema de Contas Regionais, Mato Grosso do Sul encerrou 2023 com um PIB de R$ 184,4 bilhões, o segundo maior crescimento do país, atrás apenas do Acre (14,7%). O PIB per capita atingiu R$ 66,8 mil, sexto maior entre os estados brasileiros.
Setor de serviços é o maior componente da economia
O levantamento mostra a seguinte composição do VAB estadual:
- Serviços — 51,73% | R$ 83,5 bilhões
- Agropecuária — 25,92% | R$ 41,8 bilhões
- Indústria — 22,35% | R$ 36,1 bilhões
Apesar do protagonismo conjuntural da agropecuária, os serviços permanecem como o segmento que sustenta, organiza e distribui o crescimento econômico no Estado. O avanço do setor em 2023 foi puxado por:
- comércio;
- transporte e logística;
- atividades imobiliárias;
- intermediação financeira;
- alojamento e alimentação;
- serviços profissionais, técnicos e administrativos;
- serviços prestados às famílias;
- áreas públicas de educação, saúde e administração.
Dos 12 grupos avaliados, nove registraram estabilidade ou crescimento.
FCDL-MS: “É no comércio e nos serviços que o crescimento se transforma em vida real”
Para a presidente da Federação das CDL’s de Mato Grosso do Sul, Inês Santiago, os números do IBGE traduzem o que se observa diariamente no Estado.
“Os dados do IBGE confirmam aquilo que vivenciamos diariamente em Mato Grosso do Sul: é nas cidades, no comércio, nos serviços e no varejo que a economia realmente acontece. Somos o setor que mantém o Estado em funcionamento, que emprega, que movimenta o consumo e que transforma crescimento em qualidade de vida. Quando o PIB sobe, é o nosso setor que traduz esse avanço em oportunidades reais para as pessoas”, afirma.
A presidente destaca ainda que o novo retrato econômico reforça a necessidade de medidas que ampliem a competitividade das empresas.
“O resultado deixa claro que serviços não são apenas um componente da economia, são a base que dá sustentação ao desenvolvimento sul-mato-grossense. O novo PIB apenas reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à modernização empresarial, inovação, acesso a crédito e ambiente de negócios mais competitivo”, complementa.
Dinamismo urbano explica estabilidade e liderança
O setor concentra a maior parcela dos empregos formais, sustenta o movimento do varejo, integra cadeias de abastecimento e responde de forma imediata ao comportamento de consumo. Com a expansão da população urbana e maior circulação econômica nas cidades, as atividades de serviços seguem em trajetória de fortalecimento, mesmo em anos de oscilação dos demais setores.
Crescimento do Estado ganha expressão nos serviços
O salto do PIB estadual em 2023 só se traduz em atividade econômica plena quando chega ao comércio, ao varejo especializado, aos serviços logísticos e ao conjunto de empresas que operam nas áreas urbanas. Esse efeito de transmissão é o que explica o desempenho consistente dos serviços ao longo do ano.
Djeneffer Cordoba
Assessoria de Imprensa – FCDL-MS
Campo Grande – MS, 14 de novembro de 2025