Debate sobre fim da escala 6×1 exige equilíbrio para não sufocar o setor de serviços e varejo

“Ninguém descansa com fome. Qualidade de vida depende de renda, não apenas de jornada”, afirma a presidente Inês Santiago

A discussão sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa alterar a jornada de trabalho, extinguindo o modelo de escala 6×1, segue no centro do debate econômico nacional. A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul (FCDL-MS) mantém seu posicionamento de alerta, reforçando que qualquer mudança drástica na jornada deve ser acompanhada de uma reforma que reduza a pesada carga tributária sobre a folha de pagamento. Para a entidade, o foco do debate deveria ser a competitividade e a desoneração, uma vez que o custo de manter as operações abertas no modelo atual já é um desafio para os pequenos e médios empresários.

O Peso dos Impostos vs Jornada de Trabalho

A FCDL-MS aponta que o modelo 6×1 é fundamental para setores que não podem parar, como o comércio de rua, shopping centers e o setor de serviços (bares e restaurantes). A redução da carga horária sem a devida compensação tributária pode resultar em um aumento direto nos custos operacionais, o que inevitavelmente seria repassado ao consumidor final ou, em casos mais graves, resultaria em redução de postos de trabalho. “Quando a discussão ignora a realidade do mercado de trabalho, o risco é transformar uma promessa em perda de vagas e precarização”, afirma a presidente.

Impactos no Comércio de Mato Grosso do Sul

Em um estado onde o setor de serviços é um dos principais motores da economia, a FCDL-MS destaca que a flexibilidade é essencial. A federação defende que a escala de trabalho deve ser decidida por meio de acordos e convenções coletivas, respeitando as particularidades de cada segmento e região, em vez de uma imposição constitucional rígida. A entidade reforça que o foco das políticas públicas deveria ser a qualificação profissional e a modernização dos processos, o que permitiria, naturalmente, uma evolução nas relações de trabalho sem comprometer a viabilidade das lojas.

A FCDL-MS continua acompanhando de perto a tramitação da proposta em Brasília, atuando junto à Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) para garantir que a voz dos empresários sul-mato-grossenses seja ouvida. A posição oficial permanece clara: o desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul depende de equilíbrio. Fortalecer o comércio significa proteger empregos e garantir que as empresas tenham fôlego para continuar operando com eficiência e justiça social.

Assessoria de Imprensa – FCDL-MS
Campo Grande – MS, 01 de Abril de 2026

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