Dados do CNDL/SPC Brasil refletem tendência nacional, mas setor lojista sul-mato-grossense aposta em linhas de financiamento como o FCO para manter o fôlego em 2026
Acompanhando a tendência nacional, a busca por crédito por parte dos consumidores em Mato Grosso do Sul registrou retração no mês de fevereiro. O cenário é influenciado diretamente pelo alto índice de inadimplência, que continua sendo um dos principais desafios para o consumo no estado.
Segundo dados da CNDL e do SPC Brasil, o receio de novos endividamentos e as taxas de juros ainda elevadas fizeram com que o consumidor sul-mato-grossense pisasse no freio. Para a FCDL-MS, essa cautela é um reflexo direto do comprometimento da renda das famílias, que priorizam o pagamento de dívidas essenciais em detrimento de novos financiamentos ou compras a prazo.
Desafio do Endividamento Local:
A evolução da inadimplência em Mato Grosso do Sul ganhou força nos últimos meses, tornando-se um condicionante central para o desempenho do varejo. O endividamento das famílias preocupa as lideranças lojistas, pois impacta diretamente o poder de giro do comércio local.
“O cenário exige uma gestão financeira rigorosa, tanto por parte do consumidor quanto do lojista. A inadimplência é um gargalo que precisamos monitorar de perto para garantir a sustentabilidade das vendas”, avalia a federação.
Fôlego para o Empresário: O papel do FCO
Se por um lado o consumidor está cauteloso, por outro, o empresário lojista de MS encontra caminhos para investir. No início de 2026, o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) já aprovou cerca de R$ 129 milhões em financiamentos para o estado.
Com um orçamento recorde previsto entre R$ 3,1 bilhões e R$ 3,5 bilhões para este ano, esses recursos são vistos pela FCDL-MS como fundamentais para que o setor produtivo continue se modernizando e mantendo os postos de trabalho, mesmo diante da retração no crédito ao consumidor final.
Orientações ao Empresário
A FCDL-MS orienta que os lojistas utilizem as ferramentas de consulta do SPC Brasil para realizar vendas a prazo com maior segurança e que busquem alternativas de crédito empresarial, como o próprio FCO, para fortalecer o estoque e o capital de giro neste período de transição econômica.